Este blog tem como principal objectivo apresentação de variádos conteúdos sobre o tema a Educação Social em Portugal.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mediação Sócio-Cultural

A medição, técnica ao serviço de uma estratégia de integração e coesão social, implica uma sistematização dos modelos sociais e metodológicos de aplicação exigentes.

Podemos admitir que a medição surge como um instrumento facilitador da integração social, que tem como principal objectivo “fazer a ponte”, entre as diferentes comunidades. Assim, podemos assumir que a mediação é a antítese de exclusão.

A medição iniciou-se à cerca de 20 anos, inicialmente nos EUA e depois em variados países da Europa, chegando a Portugal sensivelmente na década de 90, com a entrada na Comunidade Europeia.

A medição sócio-cultural actualmente é considerada fundamental na promoção do desenvolvimento social dos mais variados países, essencialmente os que verificam grandes diversidades sócio-culturais (países com elevadas taxas de emigração), apresentado a sua principal função o diálogo intercultural.

A mediação pode ser vista como uma negociação, cujo tal facto, necessita de uma terceira pessoa com o papel de mediador, que deve permanecer neutro e facultar a procura de soluções, tornando os conflitos positivos, de forma a chegar a um acordo benéfico para as variadas partes envolvidas.

De um modo geral, a mediação foi definida como “um meio de procura de acordo em que as pessoas envolvidas são ajudadas por um especialista que orienta o processo” (Sousa, 2002, p 19). Esta procura de acordo, retomando a ideia inicial de mediação, consiste num processo de negociação directa ou indirecta entre as partes envolvidas.

Perante o exposto podemos concluir que o raio de acção da mediação é amplo, uma vez que se pode estender a várias áreas de interesse, nomeadamente, mediação social, cultural, ambiental, civil, comercial, de seguros, comunitária, desportiva, familiar, laboral, penal, política, entre outras.

Segundo vários autores (Sousa, 2002; Mourineau, 1997) a mediação entendida como método de resolução de conflitos, obedece a vários princípios, fundamentais para que a sua operacionalização se concretize com sucesso. Esses princípios resumem-se a três:

• a imparcialidade ou neutralidade - considerando que a pessoa do mediador não deve representar nenhuma das partes, nem deve interferir no sentido de impor soluções;

• a confidencialidade - assegurando às partes envolvidas sigilo e conferindo confiança para que se possa de forma aberta expor os problemas;

• a voluntariedade - ambas as partes devem participar de livre vontade no processo de mediação/resolução do conflito.

Para compreendermos a medição sócio-cultural devemos conhecer detalhadamente a realidade social onde vivemos.

Com o fenómeno da globalização verificam-se grandes vagas de imigração de uns países para os outros. Este fenómeno contribui para a recomposição do tecido sócio-cultural dos vários países, que a tendência é tornarem-se cada vez mais multiculturais, onde se verificam diferentes códigos culturais, que promovem variados motivos, para o desencadear de conflitos sociais.

É neste contexto que a mediação pode aparecer como uma estratégia abrangente no reforço do diálogo intercultural e coesão social.

Assim, destacamos a mediação intercultural, a mediação comunitária e a mediação social propriamente dita. Chama-se a atenção para o facto de alguns autores utilizarem as noções de mediação social e de mediação comunitária indiferentemente.

A mediação intercultural, segundo Philippe Pierre e Nicolas Delange (2004), na sua acepção pedagógica, permite-nos conceber novos percursos, integrando paradigmas abertos sobre o Outro e a Diferença. Já as práticas de mediação social visam sobretudo reconstruir os laços sociais, ao passo que as práticas de mediação comunitária visam sobretudo a regulação e a integração social, que se reportam ao modo de gestão de conflitos pelas comunidades e pelos seus membros, de modo a que estes, juntos, possam conseguir viver melhor em conjunto.

Assim, o objectivo principal da mediação social será a integração social dos indivíduos em situação de exclusão social, ou seja, reinserção dos indivíduos na sociedade, procurando construir um caminho que una os indivíduos marginalizados e a sociedade onde estes, se inserem, de modo a que, se passa dar a socialização.


Para mais informações poderá consultar: "Mediação Sócio-cultural: Um puzzle em construção" / Observatório da Emigração.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Psicanálise dos Contos de Fadas
















As crianças desde cedo começam a fantasiar com um segmento da realidade mais ou menos bem observado, o que poderá evocar nela necessidades e angústias muito fortes. Muitas vezes as coisas tornam-se tão confusas no seu espírito que a criança não consegue separa-las umas das outras. No entanto, é necessário um certo ordenamento para que a criança regresse à realidade, fortalecida por estas fantasias.
Os contos de fadas ajudam-nas, mostrando-lhe como uma claridade superior pode emergir. Os contos iniciam-se geralmente de uma forma muito realista: uma mãe que diz à filha para ir sozinha visitar a avó (Menina do Capuchinho Vermelho); as dificuldades que um pobre casal tem para sustentar os filhos (Hansel e Gretel). Isto é, a história começa com uma situação real, mas de certo modo problemática.
Uma criança perante todas as situações e os problemas com que se depara no seu dia-a-dia, através dos contos, ela é estimulada pela educação a compreender o como e o porquê das mais variadas situações que vivência e consecutivamente, vai procurar soluções.

A história dos Três Porquinhos trata principalmente da questão “princípio de prazer versus princípio de realidade”. Ele ensina às crianças que elas não devem ser preguiçosas e fazer as coisas de qualquer maneira, pois isso pode levá-las a perecer. As casas dos três porquinhos e suas acções simbolizam o progresso do homem na história (palha, madeira e tijolos) e, psicanaliticamente, o progresso da personalidade dominada pelo id (princípio de prazer) para a personalidade influenciada pelo superego (mas essencialmente controlada pelo ego). O primeiro porquinho faz sua casa rapidamente porque quer mais tempo para brincar, quer prazer imediato (id, princípio de prazer). O segundo constrói uma casa mais elaborada, mas também de forma imprudente, porque não consegue dominar completamente o princípio de prazer. Somente o terceiro porquinho, já suficientemente maduro e regido pelo princípio de realidade, sabe adiar o momento de satisfação e despende um tempo maior para a construção de uma casa mais resistente e que lhe salvará a vida.